Avaliação comparativa de iscas atrativas a partir da riqueza de espécies de formigas (Hymenoptera: Formicidae) numa floresta de Eucalyptus grandis, em Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil

  • Jardel Boscardin Engenheiro Florestal, Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal, Centro de Ciências Rurais, Universidade Federal de Santa Maria, Av. Roraima, 1000, CEP 97105-970, Santa Maria – RS, Brasil.
  • Ervandil Corrêa Costa Engenheiro Agrônomo, Doutor, Professor Titular do Departamento de Defesa Fitossanitária, Centro de Ciências Rurais, Universidade Federal de Santa Maria, Av. Roraima, 1000, CEP 97105-970, Santa Maria – RS, Brasil.
  • Juliana Garlet Engenheira Florestal, Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal, Centro de Ciências Rurais, Universidade Federal de Santa Maria, Av. Roraima, 1000, CEP 97105-970, Santa Maria – RS, Brasil.
  • Augusto Bolson Murari Engenheiro Florestal, Mestre em Engenharia Florestal pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal, Centro de Ciências Rurais, Universidade Federal de Santa Maria, Av. Roraima, 1000, CEP 97105-970, Santa Maria – RS, Brasil.
  • Jacques Hubert Charles Delabie Biólogo, Doutor, Pesquisador da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), Centro de Pesquisas do Cacau, Laboratório de Mirmecologia, Caixa Postal 7, CEP 45600-000 , Itabuna - BA, Brasil.

Resumen

O presente estudo objetivou avaliar diferentes iscas atrativas, buscando eficiência quanto à riqueza de espécies de formigas epigéicas, potenciais bioindicadores da qualidade ambiental, em uma área antropizada, com Eucalyptus grandis Hill ex. Maiden (Myrtaceae), com 16 anos, e aproximadamente cinco hectares, localizada no campus da Universidade Federal de Santa Maria, em Santa Maria, Rio Grande do Sul. As coletas foram realizadas utilizando-se cinco tipos de iscas: sardinha com óleo (SO), sardinha com tomate (ST), patê de frango (FR), patê de fígado de frango (FG) e atum sólido (AT) distribuídas aleatoriamente na área, em intervalos de cinco metros, com cinco repetições, totalizando 25 unidades experimentais, amostradas a cada estação do ano, de novembro de 2007 a agosto de 2008. Após 60 minutos de exposição, todo o material presente sobre a armadilha foi recolhido e acondicionado em recipientes com álcool 70 % e em seguida, encaminhado ao laboratório de entomologia para separação em morfo-espécies para posterior identificação. Coletaram-se 3072 indivíduos, distribuídos em 14 espécies pertencentes a oito gêneros e quatro subfamílias. Não houve diferença estatística significativa entre as riquezas médias observadas de espécies nas iscas (DMS = 2,3252 ; g.l. = 19, p > 0,05). A isca constituída de sardinha com óleo apresentou maior riqueza média observada de espécies (SM = 5,75), porém a isca a base de patê de fígado de frango apresentou maior riqueza de espécies (S = 13), sendo que, Pseudomyrmex termitarius ocorreu somente nestas duas. Das espécies amostradas, nenhuma apresentou preferência por uma única isca atrativa específica, espécies de Brachymyrmex, Camponotus, Pheidole, Wasmannia e Solenopsis foram comuns nas cinco iscas. Portanto, no momento da escolha de uma das iscas avaliadas para a realização da amostragem de formigas epigéicas, sugere-se ponderar, além da riqueza específica, a não- presença e a presença das espécies de formigas nas iscas.

Biografía del autor/a

Augusto Bolson Murari, Engenheiro Florestal, Mestre em Engenharia Florestal pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal, Centro de Ciências Rurais, Universidade Federal de Santa Maria, Av. Roraima, 1000, CEP 97105-970, Santa Maria – RS, Brasil.
Este autor faleceu em junho deste ano, ao lado do seu nome acho conveniente expressar este fato pelo dizer "In memorian"
Publicado
2011-10-17
Sección
Artículo de Investigación Científica y Tecnológica - Investigadores formados

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