El Gesto musical y la construcción interpretativa de obras contemporáneas brasileñas
DOI:
https://doi.org/10.24215/18530494e006Palabras clave:
interpretação musical, construção interpretativa, gesto musical, música brasileira contemporâneaResumen
Este estudo tem como objetivo delinear questões que ainda vêm desafiando a pesquisa acadêmica em performance musical, sobretudo as relacionadas ao gesto do performer e às condições gestuais que determinam a performance do repertório acadêmico contemporâneo para piano. Ao se falar em execução instrumental, a maneira de fazê-la, ou seja, o modo de interpretar, de tocar e de planejar a performance mostra-se relevante. O desenvolvimento consciente da sequência de gestos que constituirá a performance instrumental determina, de modo significativo, a construção interpretativa. Isto ocorre porque a imaginação sonora conduz o intérprete à escolha dos movimentos que produzirão os diferenciados sons intencionados, assim como os movimentos gestuais implicarão configurações sonoras imaginadas. Esta questão aflora ao se abordar a interpretação da música contemporânea, a qual contém um repertório vasto, crescente e apresenta tendências diversas. Por se tratar de uma prática interpretativa em construção, não cristalizada em modelos estéticos consagrados, ela demanda do performer decisões interpretativas não previstas no modelo pedagógico que o formou. Assim sendo, os desafios postos pelo repertório contemporâneo, que avivam o processo de aquisição de competências interpretativas, enfatizados nesta pesquisa, contribuem sobremaneira para a pedagogia da performance musical, implicando aportes para o reconhecimento do gesto musical dentro de uma rede de elementos de interações não convencionais que estruturem a produção do próprio gesto musical. A familiaridade, a vivência e o conhecimento adquiridos pelo performer acerca do potencial expressivo e das tendências estilísticas, contidas no texto da obra, determinam seu entendimento musical e, consequentemente, a qualidade da execução instrumental. O referencial teórico respalda-se nas considerações e nos preceitos de George Kochevitsky (1967), Leonard Meyer (1989), Robert Hatten (2004), Marc Leman (2008), entre outros.
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