Murga e carnaval

Internações de longa duração e desinstitucionalização em um hospital de saúde mental infantojuvenil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24215/27186199e045

Palavras-chave:

arte, abordagem comunitária, infância, adolescência

Resumo

O presente escrito tem como objetivo refletir sobre as potencialidades da abordagem comunitária em saúde em contextos de internação prolongada em um Hospital Infantojuvenil de saúde mental da Cidade Autônoma de Buenos Aires. Descreve-se uma oficina de murga realizada entre os meses de novembro e fevereiro de 2024, e a organização de um corso na instituição, onde se apresentou a murga “Los super murgueros del Tobar” durante o período de Carnaval, em março de 2025. Partir do paradigma da saúde comunitária como orientador das práticas profissionais e institucionais — independentemente do nível de atenção em que se realizem — pode favorecer o desenvolvimento de abordagens que tendam à desinstitucionalização ou, como denomina Leandro Luciani Conde, descolomialización, termo que nos convida a pensar na forte herança das lógicas coloniais, sua íntima relação com a ciência moderna e sua expressão mais evidente na saúde mental: o manicômio. Por fim, e em consonância com a abordagem comunitária em saúde, proponho compartilhar as possíveis interseções entre esta e a arte, em particular o carnaval e a murga. Expressões e saberes da cultura popular que, em seu modo de existir, incorporam componentes do comunitário.

O texto completo do artigo está disponível neste idioma: Espanhol.

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Publicado

2025-12-11

Como Citar

Bovero, M. P. (2025). Murga e carnaval: Internações de longa duração e desinstitucionalização em um hospital de saúde mental infantojuvenil. ECOS - Revista Científica de Musicoterapia y disciplinas afines, 10, e045. https://doi.org/10.24215/27186199e045